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sábado, 23 de outubro de 2010

A volta dos que não foram

- Ah Sumida!! 
É assim que todos me chamam agora. Não por ter sumido do blog. Sumi da vida social, parcialmente. Essa tal de dissertação está me consumindo o juízo. E já devia estar pronta. 
A verdade é que eu não sumi, só me adaptei. Não dá para ficar saindo e participando de tudo que me aparece. Simplesmente não dá. Tanto por causa de grana quanto por causa de tempo. Então, para não ficar totalmente alienada, uma vez por mês eu saio. Para isso penso no tempo que vou demorar indo, voltando, gasto, o que tenho para entregar na semana seguinte, etc. A vida acadêmica é bom, pois te deixa com o horário um pouco mais flexível em relação à outras profissões, mas às vezes prega umas surpresas. Tipo: Apareceu algo que ninguém havia percebido e tem que ser corrigido; Isto não se faz mais assim, agora é pra fazer assado; Surgiu um congresso, precisa terminar aquele trabalho mais rápido; Surgiu oportunidade de coleta para finalizar aquele outro trabalho... juntando os trabalhinhos, até que dá pra ocupar um pouquinho do tempo.
O melhor de tudo é não ter ninguém te cobrando todo dia, então teu trabalho fica por tua conta, se tu não faz, chega o dia do prazo e aí pronto! Já era! Quem não sabe administrar o tempo e se organizar (como eu não sei) fica maluco.
Minha depilação e minha unhas que o digam! Só faço isso quando realmente vou a um lugar que preciso colocar uma bermuda ou saia, o que não tem acontecido muito. Pior é trabalhar com um animal estritamente marinho e ficar uns seis meses sem entrar na água do mar. E isto porque a última vez que pisei na areia foi de tênis e na praia do Cassino (RS), em maio deste ano! Como pude chegar nesta situação?!
Sem contar que eu só tenho roupa pra vestir porque alguém coloca na máquina de lavar pra mim ehehehe. Por isso, hoje é o dia da volta dos que não foram. Quero dizer, nem morri ainda e tava perdendo as rédeas de minha vida. Hoje, tou indo agora mesmo lavar minhas roupas, para colocar hidratação no meu cabelo, fazer minhas unhas e depilação!!! 


Isto tudo porque:


"Sei que eu sou
Bonita e gostosa
E sei que você
Me olha e me quer
Eu sou uma fera
De pele macia
Cuidado garoto!
Eu sou perigosa..."
Letra de As Frenéticas

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Preciso urgente de um analista...

Caraca, nunca andei tão desorientado como estou ultimamente. Sem prestar atenção no que faço, falo, escuto, por onde ando. Na verdade, o piloto automático é quem está no comando durante esses últimos dias.
Mas estou farta disso já. Já basta. Preciso retomar as rédeas de minha vida.
=(

sexta-feira, 26 de março de 2010

Vou pra Sampa Segunda-dá-dá-dá






... E até parece que tou feliz por passar duas semanas fora...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Os meus olhos gritam teu nome
E só você é quem não vê
Eu perco o sono durante a noite
Pensando onde será que está você
E me perco em lembranças 
Das tua vindas em meu mundo
Noutro dia os pensamentos afobados
Fantasiam tua presença em mim
Assim te espero sem desistir
Será que o celular vai tocar?
Será que você vai aparecer?
Com tuas conversas malucas
E com o olhar que esqueci com você

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Oh deserto em meu mar!
A falta de tua voz
Ressoando em música para meus ouvidos
Tua presença em meu ser 
Colírio para meus olhos
Perfume e tempero para meus sentidos
...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ah minha indecente lucidez! Ela fica tão mais forte com o efeito do álcool! Ela me mostra quem eu sou, quem não quero ser e para onde quero ir. É um espelho de aumento que joga na cara o meu lado ruim. Mostra um espírito inseguro com falta de pudor e abrigado em um corpo incandescente. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Lilithmon invadiu minha pele e se apossou de meus órgãos dos sentidos convidando Lúcifer a um banquete. E senti, então, o ardor de Beelzemon no meu estômago. Com a fúria de Belphemon e Daemon vestida de uivos e lágrimas  destrocei meu coração para não mais sentir Leviamon e Barbamon possuírem meu espírito. Assim exorcizei os demônios de meu corpo, mas as cicatrizes da luxúria ainda pairam em minh'alma sempre convidando Lúcifer ao banquete.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

?????????

Por que as horas demoram a passar e por vezes passam muito rápido?

sábado, 27 de junho de 2009

Penso e logo existo? Penso? Existo?
A vida se inspira e vira canção ou a canção inspira a vida?
Quando penso pensamentos não existo no papel em letras e palavras, tampoco a boca elucida os pensamentos.
A poeta amadora diante do papel não pensa! É vazia! Tenta lembrar o que se pensou em o papel. Sem conseguir, com a caneta conversa sua frustação da mente esquecida, mas não por completo porque recorda bem nome e rosto destinatário da poesia. Dono de sorriso que a amadora poeta gostaria de ver novamente. Dono de mãos e lábios que talvez não mais serão sentidos.

terça-feira, 26 de maio de 2009

- Quem vai casar? A Lili vai casar? Ah! Não? Então tudo bem! Achei que era a Lili que ia casar! Tinha tomado um susto.

Parecia engraçado, mas isso ficou repercutindo na minha cabeça.
Talvez o seu jeito palhaço tenha me chamado a atenção antes. Talvez não. Talvez eu tenha gostado de ouvir isso. Talvez eu tenha interpretado errado, embora esteja torcendo para que minha dedução esteja certa. Pode ser que eu esteja me enganando. Mas essa confusão em minha mente está fazendo bem. Assim como o barulho que ele faz naquela sala me deixa bem e como, na hora de ir embora, no final do dia é com pesar que digo um simples "tchau".
O que é mais estranho é sua estatura baixa e sua idade, oposto ao meu gosto. Mas me faz efeito igual o da chachaça quando estamos conversando. Aquece, alegra e ainda nos faz esquecer dos problemas!

sábado, 16 de maio de 2009

O mundo em preto e branco visto por estes olhos, avassala minha mente e desnorteia meus sentidos. Não sei quem sou, quem são meus amigos e meus inimigos. Tudo em minha volta são dúvidas e consolações.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Noites a fora...

Meu par de lentes nem esperava ver tão de repente teu par de olhos na minha frente. Imaginava eu, que não sei dançar, entrar no compasso de teus passos? Não, nem o álcool no meu corpo sabia que iria ter tua companhia. Não combinamos dia, hora, banda, mas estávamos sentados lábio a lábio como pessoas quaisquer em um fim de festa qualquer... Acabou, cada um em suas casas.
E o dia seguinte comum, num início de semana comum.


sábado, 7 de março de 2009

O vazio tomara conta de meu ser. Apenas agora percebi o quão fútil e o quão vazia, superficial estava me tornando. A ira aos poucos se apossa de minh'alma. Os sonhos, os amores, a vontade de viver, o ser platônico foi se esvaindo e agora me vejo de frente a mim me encaro como se fosse em um espelho. E me pergunto se isso é assim, se tem que ser assim. Não! Desse jeito me transformo pouco a pouco.
A coléra junto com a luxúria e outros pecados estavam me consumindo pouco a pouco. Algo dentro de mim me devora dia-a-dia. Pessoas me falam em coisas que eu já fiz/falei... Não me reconheço, não me recordo. Que tipo de perda de identidade, memória e virtudes?
Vejo que as coisas ao meu redor começam a rodar. Apenas levanto os olhos e presto atenção nas estrelas. Elas sim são perfeitas. Continuam lá em seus mesmos lugares sem perder seu brilho. Para elas pergunto por onde andei a ponto de me perder, a ponto de esquecer quem já fui um dia, quem sou e quem eu gostaria de ser.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Em pleno carnaval, nem consigo imaginar que é pleno feriado com minhas obrigações acadêmicas para terminar... Faz tempo que não ligo a TV por isso talvez não tenha caído a ficha (ou os créditos como queira).
Por mim estava tudo bem, até porque esse feriado em nada me apetece, não é mesmo um dos meus favoritos. Porém, graças à um vizinho bondoso de coração, eu agora poderia estar pulando ao som de frevo que ele colocou para os anjinhos do céu ouvirem de lá das nuvens. Enquanto isso, o espetáculo do Teatro Mágico chegou ao seu fim, oculto pelo som da "cultura" brasileira.
Sou então obrigada a participar dessa festa mesmo sem querer...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Dia Vazio

Sento aqui, em frente ao computador, sozinha em mais um dia igual a outros dias. Paro para escrever, mas só são frases soltas, assim como meu eu. Pensamentos distantes e o corpo parece morto. Pessoas passando, falando e cobrando. Parece uma vida normal, parece uma pessoa normal com conquistas e derrotas de uma pessoa comum. Mas a mente longe num dá sossego. Lembrando de outras mentes e lugares. O fato é que o mundo imaginário deixa o corpo passível de ser real. E o que é verdadeiro se esconde como um tesouro intocável, talvez medo dos olhos dos vivos, talvez imaturidade do passado. A miséria dessa natureza humana só espera o próximo dia nascer e a noite seguinte chegar... Nem lembro mais do que estou falando. Vivo viajando. Nem mesmo sei quem sou.

domingo, 5 de outubro de 2008

Só de pensar em falar contigo
meu coração fica saindo pela boca
o que há de errado comigo?
fico atordoada com tua presença
mas gosto de sentir teu cheiro
ouvir tua voz, ver teu riso
e o tempo pára se vejo
meu rosto de frente pro teu
o que há de errado comigo?
minha voz muda a ponto de sumir
meus pés saem do chão
e meu corpo flutua no ar
fica leve como uma pena
até a brisa te levar
e me esquecer
então eu caio no chão
fica a lembrança e a solidão
mas o que há de errado em mim?
se só de pensar em ficar longe de ti
me transtorna e perco a razão

domingo, 31 de agosto de 2008

Solidão

Em meio a escuridão
A beira do abismo
No esconderijo do eu
Adoece-se nessa tortura

No mar da solidão
No recanto do íntimo
A alma chora, berra
Faz birra, vai à loucura

No rosto correm salobras
as águas que não mais saciam
a sedenta alma de paz

Em seu navegar , não mais
ensejos de esperança brilham
em seu espírito.

domingo, 24 de agosto de 2008

O calor de sua presença
me confundi e transtorna
fico burra e lenta
os pensamentos me traem
torna mais difícil o raciocínio
perco os sentidos
lógica, coordenação e ação
não passam de palavras
fico sem saber quem sou
onde estou e o que fazer
deixo de ser eu
ou passo ser uma parte de mim
que não conhecia
fico presa a essa condição
sem controlar a respiração
até que você vai embora
e me liberto novamente
de volta a tristes pensamentos
.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

São em pequenos pedaços de papel que deposito o eco de meus pensamentos. Há um tempo, muito pouco, não escrevo. A fonte de minhas linhas é a tristeza tentando me consumir. Se não escrevo é porque existe alegria irradiando dentro do peito. Essa energia me dá vontade de cantar, pular, dançar, mas não de escrever.
Como já dizia o Poeta: "Tristeza não tem fim, felicidade sim!" A alegria passou e aqui estou sentada na beira do mar, vendo as ondas se jogarem e esparramarem seu furor em minha frente. Volto ao papel pensando em muitas coisas, nessa nova morte deflagrada.
O que eu sinto? Não sinto. O vento amortece as lágrimas do dia de amanhã e o mar me convence a enterrar na areia o dia de ontem.
O lápis e o papel voltam a ser o escape de minha mente.
Volto a ter a triste da feliz inspiração.